Ingénuos Exercícios de Xenofobia

Assistimos impávidos e aparentemente serenos ao enxovalhar de organizações mundiais supostamente idóneas, respeitáveis e temidas, por parte de um cowboy oriundo das estepes geladas da sempre muito czarista Rússia, que nos está a fazer o favor de nos mostrar e demonstrar, a nós crentes, descrentes e céticos, para que serve ser dono e senhor de 6000 ogivas nucleares… O criminoso {{Vladimir Putin}}, o tal cowboy

O Ataque do Urso -p2

Começo por reconhecer que me enganei no primeiro artigo sobre este tema pois a Ucrânia não foi humilhada e por consequência nós, os utentes deste mundo dito civilizado, não voltámos às nossas vidinhas diárias nos moldes ditados há muito pela ordem mundial. De facto, contra tudo e contra todos, ainda vemos a Ucrânia a resistir, embora me pareça que o seu destino será, a curto

As Geografias da Nossa Intolerância

Imaginem que pega moda, isto de atacar o vizinho quando ele quer aderir a um clube de que não gostamos. Ou, quiçá, quando não se gosta da cor das meias que o vizinho usa. Ou ainda quando se toma consciência que há uns séculos, bem lá atrás, o vizinho foi uma outra coisa qualquer, num outro qualquer contexto que podemos redesenhar a nosso bel-prazer… Claro

O Ataque do Urso

Qualquer putin existente no mundo é um putin a mais no mundo! Ora, infelizmente, este mundo está infestado de putins e aprendizes de putin e por isso parece só termos uma solução perante esta invasão da Ucrânia pela Rússia: vermos o urso feroz a atacar com toda a sua força, que acumulou durante décadas sob complacente observação de todos nós, a devorar a sua presa

E os Ucranianos? Hem?

Sim, no meio deste show-off todo, quem é que realmente está preocupado com os ucranianos? Coitados, foram apanhados no meio de polvos e tubarões e só prevejo um destino para esse pobre país: vão ser comidos! Não consigo ver os USA, a Rússia ou a sempre atabalhoada União Europeia muito preocupados com esse pobre país que, de repente e sem saber ler nem escrever, virou

A História Explica

A História é um mero relato, por uma ou várias pessoas, de um conjunto de factos acontecidos na ordem arbitrária em que aconteceram em resultado da actividade da humanidade. A História não explica nada mas pode ser usada como ferramenta de suporte a certas conjecturas sobre a actividade humana, no presente e no passado, ou eventualmente a certas previsões sobre a mesma. Cada país tem

…É Quando Um Homem Quiser -p2

…E enquanto neste vinte-vinte-e-um, deveras perto do fim, não temos feito mais que no finado vinte-vinte, que foi, é e será fugir à doença e ao fenecimento, ajunta-se-lhes uma saraivada de tantos outros prenúncios de drama, quiçá de tragédia, de norte a sul, oriente a poente, pois se assim não fora não estiveramos a falar desta mole da raça animal que teima em ostentar-se como

Jogos Tolos

Quando as palavras não existem porque já não seriam suficientes. Ou quando existem mas ninguém as quer proferir. Nem ouvir. Quando a desilusão já ocupa um espaço da existência mais do que devia. Quando já não se ouve a mesma canção[1]. Nem se degustam os mesmos sabores. Nem se inalam os mesmos odores. Quando o estar ausente é um tão intenso prazer como era o

Brevemente

Sim… Brevemente saberemos quem somos. Brevemente saberemos para onde vamos. Brevemente saberemos donde viemos. Brevemente saberemos ser bons. Brevemente saberemos estar bem. Brevemente seremos compreendidos. Brevemente nos esforçaremos para compreender. Brevemente deixaremos de só falar para poder ouvir. Brevemente seremos ouvidos. Brevemente o conteúdo prevalecerá sobre a forma. Brevemente faremos em vez de fazermos de conta. Brevemente respeitaremos o planeta em que vivemos. Brevemente respeitaremos

A Cruel Acutilância Da Verdade

Afirmar que a derrota por cinco do {{FC Porto}} contra o {{Liverpool FC}} (ou a do {{Sporting CP}} contra o {{AFC Ajax}}) é um escarro no focinho do futebol português, deve muito provavelmente doer bastante! Afirmar que essas mesmas derrotas são uma vergonha para o futebol português, continua a doer embora a dor possa ser algo menos intensa. Afirmar que essas derrotas são exageradas mas

Aqua

Nos tempos que correm, o Homem perde-se entre a leviandade do imediato e a profundidade do que parece já não ter a vontade de entender. O imediato predomina, a forma, o aspeto, a impressão com retorno a curto prazo. Para já-já, não é vou-já é agora, de imediato-já-devia-ter-sido-ontem, não vá o mundo acabar amanhã de manhã antes do sol nascer… A 76ª sessão da Assembleia

E Depois Do Onze Do Nove?

O mesmo do costume, parvoíce em forma de intelligence! Estamos agora perante um território no sempre problemático médio-oriente que eu preferiria deixar deserto e inóspito como sempre foi, o {{Afeganistão}}, entregue a si mesmo ou aos seus “simpáticos” vizinhos mas… Animal humano gosta de complicar! Devemos ajudar os Afegãos? Não! Devemos ajudar as mulheres Afegãs a estudarem, libertarem-se das {{burca}}s, poderem escolher os seus maridos,

1 4 5 6 7 8 23