TAPando buracos

Se eu fosse economista não estaria muito provavelmente a escrever este artigo. E porque não? Porque não sou dotado da visão economicista da vida como o são, muito corretamente, os economistas. Eu, qual comum transeúnte da vida entre muitos outros que por aí transitam, sou dotado de uma visão míope umas vezes, hipermetrópica outras mas uma visão sempre dominada pela liberdade de escrever o que

Estudar Vai No Batalha

Automaticamente fui levado a pensar nesta problemática nacional logo após a minha dissertação sobre os fracos hábitos de leitura dos portugueses. Pergunta-se, gostam os filhos de Viriato de estudar? Fazem-no por prazer ou por obrigação? São os doutores e engenheiros desta nação o resultado de dezassete anos de plena felicidade ou do desempenho do papel de resignadas vítimas de opressão parental? Comecemos pela identificação do

Ler Aleija

Perante tanto comentário ao extremo baixo hábito de leitura dos portugueses, fui investigar. Nada faço neste mundo sem prévia investigação porque se por um lado sou proprietário de ótimas qualidades pessoais, ser aventureiro não é uma delas. Ora, normalmente, assim tipo 98 em cada 100 vezes, eu preciso de ler para investigar. E faço-o com uma dedicação que por vezes ultrapassa a quase imbatível dedicação

Disfunção Moral

Neste tão pequeno jardim à beira-mar plantado, brotam desde há muito pequenas criaturas, outrora tidas como grandes, cravejadas de enormes superegos que tornaram este território, a descair para o Atlântico, uma verdadeira fonte de fadistas… Claro que ninguém me leva a sério quando digo que o maior problema de Portugal é ter o fado como canção nacional. E o problema consideravelmente se avolumou quando a

A Visão ACS

ACS é uma sigla composta pelas iniciais de um nome mediático em Portugal: António Costa Silva. Bem, respeitinho é coisa que eu gosto e por isso vou chamar este senhor da forma que ele, com certeza, gosta de ser chamado, Professor Doutor Engenheiro António Costa Silva. E fica-me a dúvida se os títulos se escrevem em maiúsculas ou minúsculas… Em tempos de pandemia, o nosso

Encantamentos

Não consigo entender os encantamentos dos tempos que correm…

Por muito que me esforce não consigo, ou não quero, entender as pessoas. É mais confortável para mim não querer entender. Por exemplo, porquê tanto alarido à volta de cães abandonados por uma dona de canil apavorada pelo fogo que se aproximava quando diariamente velhos são deliberadamente abandonados em qualquer canto neste país, gente outrora bem de vida deu agora de caras com a miséria por causa do COVID-19, sem-abrigo continuam a nem sequer serem vistos pelo cidadão que passa ao lado deles a menos de um metro de distância, batemos palmas e felicitamo-nos por mais um chorudo empréstimo a um país, o nosso, que vive de empréstimos há décadas, não fazemos contas quando um treinador de futebol regressa a casa para ganhar anualmente 3 milhões de euros, limpos…

CoronaVírus Contra-ataca

Para os nossos jovens que sempre acham que já sabem tudo e que sempre atuam acreditando piamente que os males que andam por aí nunca os atingem, é bom que saibam que o COVID-19 é muito dado ao princípio da igualdade. Não olha a género, idade, raça, religião, opinião política, origem nacional ou social, fortuna, prestígio ou a qualquer outra situação. Corta a direito e

Ao Sétimo Dia

Estes dias de quarentena têm sido muito importantes, em vários aspetos. Para começar, perceber as minhas oscilações de humor em tão pouco tempo tem sido muito engraçado  – ou não! Nos primeiros dias sentia-me deprimida, com a sensação de que estava a perder alguma coisa, porque ainda havia amigos meus a circular ou a ter que ir trabalhar, a contactar com o resto do mundo.

Homenagem ao SNS

Sou uma pessoa crente no ser humano. Acredito sempre que cada um de nós tem uma essência boa, mesmo que depois até se venha a ver que não é bem assim. Adivinham-se semanas difíceis, mais difíceis do que eu própria quero crer. Há muita estupidez e egoísmo por aí… mas depois são momentos assim que me fazem voltar a acreditar nesta essência boa! Pequenos gestos!

Reflexos

Cada um de nós é a soma vectorial de vários vectores que nos vão aparecendo pela frente desde o momento que o espermatozóide do papá foi apressadamente encontrar-se com o óvulo da mamã. Somos, em suma, o resultado de acasos que queremos afincadamente acreditar que são obra de algo ou alguém que nos é infinitamente superior. No fundo, somos um mero arranjo matemático de coisas

Modo Desrespeito

O que faz com que nos tempos que correm as pessoas comutem facilmente o seu comportamento para o modo desrespeito? Foi a geração anterior? Não, a geração anterior também o faz! São as novas tecnologias? Não, sempre existiram as novas tecnologias… Nesta época natalícia muito pouca coisa é diferente do que sempre foi. Mas há uma que é diferente. E para pior: cada vez nos

Os Arautos Da Desgraça

Fora eu um arauto da desgraça e diria por certo que este mau tempo, aqui no norte de Portugal, seria o prelúdio do fim do mundo. O problema do mundo chegar ao fim no decorrer da nossa vigência como transeúntes deste planeta, não é o fim, ele próprio. É a forma como ele aconteceria que eventualmente me perturbaria. Tal como encaro a morte, que considero

Ai Jesus…

Ai Jesus que lá vou eu… Chegou, viu e venceu. Bem ao jeito de Jesus, entra de chancas, vence e finalmente… Não tem paciência para o que vem a seguir. Foi assim no Sport Lisboa e Benfica, quase foi assim no Sporting Clube de Portugal mas será que será assim no Clube de Regatas do Flamengo? Os Brasileiros são a modos que uns seres estrombólicos.

Uma receita à Tuga…

É já uma coisa antiga. Eu pelo menos tinha uns tios que apreciavam os prazeres do álcool, tal como muitos de nós, e que me iniciaram nesta receita. “Receitas há muitas, ó palerma”, devem estar já os génios desta vida a pensar. Pois há… Muito do que os Tugas comem e bebem atualmente deve-se à nossa natureza de povo pobre. Necessitado. Carente. Comemos tudo o

Cidade do Porto