Quinoando…

Hoje decidi juntar-me às meninas, senhoras, mulheres e dondocas que dominam a blogosfera portuguesa pejando-a com artigos sobre culinária, gastronomia, maquilhagem, cabelos e penteados, roupas e vestes, decoração e, acima de tudo, trivialidades tentativamente tornadas filosofia sobre as suas próprias vidas. Em suma, decidi juntar-me a elas, ao invés de as enfrentar, e escrever sobre o quão bem eu, macho, cozinho. Enfrentar mulher não é

Espíritos Temperamentais

Percebemos que algo não está bem na nossa vida quando algo não está bem na nossa vida? Sim, mas será que compreendemos que algo não está bem na nossa vida quando algo não está bem na nossa vida? Nem sempre. Perceber é algo automático que nos é permitido pelos nossos sentidos. Compreender exige um esforço cerebral pleno de consciência afim de alcançarmos algo com inteligência,

TAPando buracos

Se eu fosse economista não estaria muito provavelmente a escrever este artigo. E porque não? Porque não sou dotado da visão economicista da vida como o são, muito corretamente, os economistas. Eu, qual comum transeúnte da vida entre muitos outros que por aí transitam, sou dotado de uma visão míope umas vezes, hipermetrópica outras mas uma visão sempre dominada pela liberdade de escrever o que

Casamento é Dose -p4

Exato, é o meu quarto artigo sobre esta temática. Comecei a escrever sobre ela em 2007 e em inglês[1]. E agora, num estado que é o que não era então, o meu principal problema foi traduzir a expressão inglesa Marriage Sucks para português. Clara evidência da existência de “nuances” linguísticas que complicam amiúde o trabalho de tradução de quem tem que traduzir…[2] O casamento é

Um Lunático na Minha Cabeça

Ninguém merece um dia como o de hoje. Porquê eu? Porquê? Será porque já não acredito que há um malvado, cruel e vingativo Deus vigiando-me de lá de cima, esperando que eu escorregue na primeira casca de banana estrategicamente deixada algures ali, no chão que estou predestinado a pisar? Por que motivo acordei esta manhã com aquela sensação de que todas as desgraças do mundo

Velhos Tempos

De repente entendi que terias de partir, o teu mundo já não era o meu, foi isso que os teus olhos me disseram. E foi então que senti as encruzilhadas da vida e perguntei-me porquê… Perderam-se os velhos hábitos…[1] Tema musical: “The Old Ways” por {{Loreena McKennitt}} in {{The Visit (álbum)}}, ©1991 Video-clip: ao vivo em Alhambra, Granada, Espanha (2006)[2], legendado em Português por ZeBarbosaF[3]

Annus Horribilis

Mas… Não há pior que 2020? Claro que há, mas depende de quem fala. Este é apenas um ano com uma pandemia a associar-se aos muitos problemas que, nós tugas, temos desde há muito. Eu já tive anos piores e muita outra gente já também teve pior. Por isso, coisinhas fofas, aguentem os cavalos e deixem de ser lamechas… A queixa mais frequente que ouço

Morramos, Nascemos Para Isso

Foi em 2018, 28 de Setembro, que escrevi sobre a repetição papagueada da frase Sabíamos que… pelos intérpretes do futebol do nosso país. Agora estou como aquele programa da {{SIC Radical}} chamado “Irritações”: irrita-me ouvir essa frase, ou a sua irmã de sangue “Sabemos que…”, quando não sabemos porra de nada e continuamos com esse ar de professor do ensino secundário do Estado Novo[1] que

Estudar Vai No Batalha

Automaticamente fui levado a pensar nesta problemática nacional logo após a minha dissertação sobre os fracos hábitos de leitura dos portugueses. Pergunta-se, gostam os filhos de {{Viriato}} de estudar? Fazem-no por prazer ou por obrigação? São os doutores e engenheiros desta nação o resultado de dezassete anos de plena felicidade ou do desempenho do papel de resignadas vítimas de opressão parental? Comecemos pela identificação do

Ler Aleija

Perante tanto comentário ao extremo baixo hábito de leitura dos portugueses, fui investigar. Nada faço neste mundo sem prévia investigação porque se por um lado sou proprietário de ótimas qualidades pessoais, ser aventureiro não é uma delas. Ora, normalmente, assim tipo 98 em cada 100 vezes, eu preciso de ler para investigar. E faço-o com uma dedicação que por vezes ultrapassa a quase imbatível dedicação

Disfunção Moral

Neste tão pequeno jardim à beira-mar plantado, brotam desde há muito pequenas criaturas, outrora tidas como grandes, cravejadas de enormes superegos que tornaram este território, a descair para o Atlântico, uma verdadeira fonte de fadistas… Claro que ninguém me leva a sério quando digo que o maior problema de Portugal é ter o fado como canção nacional. E o problema consideravelmente se avolumou quando a

Ditadura Da Diferença

E de repente todos temos que ser ultra-tolerantes com a diferença. Todos temos que ser “yes men” (ou “yes women”) perante o facto de que há homens e mulheres que decidiram ser extravagantemente diferentes, alegando que tudo isso faz parte da evolução da espécie. Bullshit, famosa expressão norte-americana que me apraz…[1] O Homem converteu-se num bicho de modas. O modismo invadiu os espíritos das mais

Sim Chef, Ganda Nóia

É impressionante a quantidade de artigos e programas correndo nos media sobre culinária, gastronomia e, claro, “drinks”. Obviamente que isto só acontece nos ditos países ricos onde as pessoas já têm quase tudo o que precisam na vida e então podem dedicar-se aos prazeres da carne. Tudo isto acontecendo ao lado de meio mundo a morrer de fome, que se rejubilaria se pudesse receber nem

Modo Negação

Há verdades absolutas? Claro que há. Mas não se diz que tudo na vida é discutível? Sim, claro. Então não há verdades absolutas. Claro que há. As pessoas dizem que tudo é discutível porque não querem chegar a lado nenhum e refugiam-se na discussão para tentar fazer nascer a luz[1]. E todos sabemos que se há coisa que não gera luz, é a discussão… A

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