Maio, o Primeiro

Dia do trabalhador que trabalha. Dia do trabalhador que faz que trabalha. Dia do trabalhador que nunca foi, apenas deseja ser. Dia do trabalhador que é vítima. Dia do trabalhador que se faz vítima. Dia do trabalhador que já foi, não quer voltar a ser. Dia do trabalhador, não do trabalho… Maio primeiro dos primeiros que nunca antes assim foi vivido. O trabalhador não vai

25 de Abril Sempre -p2

Viva a Liberdade, 25 de Abril, sempre… O prazer de desfrutar da nossa identidade. A liberdade do olhar. Do sentir. Do escrever. Do pensar… Esta Nação valente que em perigos e guerras esforçados, mais do que prometia a força humana, ainda brada à Europa e à Terra inteira que Portugal não pereceu… Tinha eu 15 anos[1] e sem querer descobri que iria ainda viver, com

Psicose do Contato

Boa, agora já não me exocrinam…[1] Todos aqueles meus colegas chatos de uma vida que sempre desdenharam da minha pouca afeição ao cumprimento diário (aperto de mão ou beijo), não vão ter agora fio para fazer renda: o contato físico é ilegal! Será doloroso, né? Sim, em todas as décadas de vida apenas encontrei uns poucos “mau-feitio” como eu que sempre acharam que era tão

Quarentenado… -p2

De repente lembrei-me de todos os anjos bons e maus que voam por aí… E porque não costumo perder tempo a discutir o sexo dos anjos, embora eu preferisse que fossem todos femininos, a coisa só durou o tempo deste tema que faz parte do portfolio de {{Era (projeto musical)}}, que parece que já era… The Struggle Within (The Solemn Vow) ERA (c) 1998 @

Ode À Inocência

A inocência assenta na ignorância. Na falta do conhecimento. Na ausência da experiência. E à medida que vamos adquirindo todos esses atributos, a inocência vai-se desvanecendo. Cada vez mais, dia após dia. Até que de repente, um dia acordamos, olhamo-nos ao espelho e vemos um adulto… Lembro-me que na idade da inocência nunca desejei ser crescido. Fui vivendo a minha era da ignorância adotando a

EU rico, EU pobre

Entre a aflição de milhões por essa {{Europa}} fora ocorre-me esta terrível ideia de que 27 países estão juntos por mera conveniência material… E o materialismo ocupa cada vez mais espaço no nosso cérebro, essa arma terrível de defesa e de ataque. E por isso mesmo condiciona cada vez mais os nossos comportamentos. E nos isola cada vez mais. E nos torna individualistas, na busca

Mitigação

Confessemos que estamos todos muito desconfortáveis com o facto de termos de viver em clausura forçada na nossa zona de conforto. Certo? Errado! Começa logo pelo facto de não sermos todos. Talvez a esmagadora maioria. Depois há aquele problemazinho em que para muitos a sua própria casa não é a sua zona de conforto. Esta situação resulta de uma realidade que não é Portuguesa, é

Vendilhões Do Templo

Estou em crer, desde que me conheço como transeúnte desta vida, que a natureza do ser humano é sacana mesmo. E se isso se nota em tempos pacíficos, mais se nota em tempos de guerra… Ainda me recordo, em tempos idos que já lá vão há muito tempo, da cena de ira descontrolada de {{Jesus Cristo}} ao querer expulsar os comerciantes que tratavam de manter

Obrigado, Pedro

R.I.P. Que possas descansar em paz… Um dos últimos trovadores que aprendi a respeitar. E respeito é para mim um Top-3 do que sinto… Menina em teus olhos vejo espelhos E em teus cabelos nuvens de encantar E em teu corpo inteiro sinto feno Rijo e tenro que nem sei explicar Se houver alguém que não goste Não gaste, deixe ficar… — {{Pedro Barroso}}, 1950-2020

Quarentenado…

Lá ao longe, a esperança! Aqui perto, o medo! Não precisavamos da {{COVID-19}} para mais uma vez se falar do quão frágeis nós, humanos, somos. Não faltam razões para isso! Mas o tema da atualidade é mesmo essa pandemia, com nome de cerveja Mexicana mas com origem no oriente distante. E se por um lado a piada “mais um produto Made In China” pode parecer

Mistelas Ao Ataque

Nestes tempos em que o isolamento é palavra de ordem, contra a propagação da {{COVID-19}} que, à semelhança de muita coisa neste mundo, é “made in China”[1], há muita coisa que se pode fazer em casa de modo a não transformar isto do isolamento forçado num drama. Ficar em casa só é drama se a nossa casa não for aquela coisa tipo “home, sweet home”[2]

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