Vendilhões Do Templo

Estou em crer, desde que me conheço como transeúnte desta vida, que a natureza do ser humano é sacana mesmo. E se isso se nota em tempos pacíficos, mais se nota em tempos de guerra…

Ainda me recordo, em tempos idos que já lá vão há muito tempo, da cena de ira descontrolada de Jesus Cristo ao querer expulsar os comerciantes que tratavam de manter ou aumentar os seus lucros num lugar de culto, o templo. Jesus perdeu o controlo e prestou-se a uma cena de violência. Tava zangado mesmo! Eu também estou. No meio de um esforço sem tréguas de alguns que se esforçam pela Vida, contra este minúsculo inimigo que está a dar licões de humildade a tanto arrogante por esse mundo fora, apareceram já os vendilhões do templo! Os que se usam e abusam da fragilidade. Os que sugam o pouco sangue dos que caiem na agonia de pocuo ou nada poderem fazer contra um simples ser que ainda n inguém consegue entender.

Ora criando aplicações informáticas maliciosas. Ora açambarcando géneros alimentares com intuitos que bem se conhecem. Ora aumentando os preços de medicamentos agora mais fundamentais que nunca. Ora despedindo assustados trabalhadores que em outro cenário não poderiam serem despedidos. Ora promovendo a sua imagem na mira de proveitos que daí possam advir. Ora… Ora… Ora… Tudo isto entre duas idas ao templo, onde entram com inequívoca expressão de santidade, de solidariedade e contribuindo até muito generosamente para a conclusão do telhado do templo! A natureza humana é má, mesmo! Somos de uma crueldade da qual que se calhar não encontraremos par no reino animal dito inferior, não inteligente e apenas controlado pelo instinto. Ou seja, somos inteligentemente crueis…

Não sendo eu uma boa referência para falar da religião, em geral, e do Cristianismo, em particular, dos quais me desliguei há muitos anos, serei talvez mais douto em Cristianismo e Catolicismo do que muitos que com cara de boa gente frequentam os templos, onde enchem generosamente as caixas de esmolas. Não sou homem de esmolas. Não sou homem de caridades por conveniência. Sou apenas um homem que respeita. Um homem que se lembra ainda da lição de vida, independente de qualquer tipo de religiosidade, que foi a relatada cena de ira de Jesus Cristo levantando a mão contra os homens e mulheres sem escrúpulos que não merecem o ar que respiram…

Ou então mereceriam respirar um ar cheio de COVID-19

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