Viva Elas

Uma imagem deveras bem interessante para um dia que não deve ser menosprezado pelos Portugueses… Esta mulher tem um “je ne sais pas quois”[1] que… Pronto, é daquelas imagens que me faria ir daqui ali, seja lá onde for o ali! Dânia Neto, uns olhos que me deixam agarrado à TV sempre que por acaso[2] apanho uma série na qual ela participa. Ainda bem que

Eu? Tanasia

Não sei onde desencantaram a palavra eutanásia mas o sentido é único: dar o direito a quem quer morrer, de morrer. O problema é que o dito cujo que quer morrer precisa de um dito cujo que o queira matar. Ou seja, eu não gostaria de matar. Mas ao mesmo tempo entendo que quem não veja qualquer futuro para si mesmo, queira encurtar esse sofrimento

Hergest Ridge

Curti a minha paixoneta por uma das mais importantes mulheres da minha vida a ouvir “Hergest Ridge part 2” de Mike Oldfield. Ouvi infindáveis vezes esse tema de um génio que “morreu” ingloriamente engolido por um sistema do qual se aproveitou mas do qual não se soube defender. Paixão é coisa louca. Irracional. Mas inesquecível. Não se procura mas quando aparece não deve ser evitada.

Este Sporting Que Somos Nós

Ai, tal e coisa, não sou Sportinguista! Pois não. Eu também não. Mas este comportamento que estes “verdes & brancos” tão orgulhosamente têm exibido ao longo desta e anteriores épocas, é bem Português. Todos temos um pouco de treinadores e de louco. Todos somos orgulhosamente melhores que qualquer outro, não interessa quem. Todos nos sentimos forçados em nome de não sei o quê a impor

P’las Índias -p2

Quando me convidam para me mostrarem as atrações locais, fico eternamente grato. Não porque seja dado a monumentos e coisas de outras eras mas porque adoro quando alguém se esforça para me agradar. Nova Deli, a enorme capital de um enorme país. Muito maior do que nós, Portugueses, conseguimos aguentar. Cerca de 40 graus não afugentam nem os muitos locais nem os alguns “estranjas” que

P’las Indias

Deixamos lá uma costela, em tempos idos que já lá vão mesmo. Esta Índia que de Português só tem a recordação que se mantém em meia dúzia dos 1.3 biliões de Indianos. Meia dúzia, mesmo. Português gosta de sonhar. Gosta de pensar que é conhecido e reconhecido porque em tempos idos, que já lá vão, descobriu algumas terras tão mais grandiosas que Portugal. Não. Não

Sinto-me Enchido

Não é uma expressão habitual. Em vez disso dizemos “sinto-me gordo”. Ou, se depois de uma lauta refeição, “sinto-me cheio”. Mas eu gosto de inovar e hoje sinto-me enchido. Vamos juntar tomate descascado, sal grosso (pouco), salpicão de Arganil, chouriço com alho da Guarda vindo dos Fumeiros da Guarda Lda e pão mistura. E chega, uma refeição bem Portuguesa, saudável porque nos faz sentir bem.

Se N’um T’Impotas, Impota

Sem hipóteses. Naquilo em que fomos grandes e já não somos, resta importar. E sim, fomos grandes na indústria conserveira. Já não somos… Matosinhos era uma parte suja do Porto. Aí se amontoavam as grandes indústrias conserveiras que dominavam o panorama mundial porque éramos quase únicos. Pescavamos muito, sem quotas, dava para comer fresco, conservar para nós e para o mundo e prover as zonas

És De Luas

Até pode ser bom, porque mostra que é uma pessoa em constante mudança. Mas a expressão é depreciativa, porque pelos vistos preferimos mais o que se mantém mais ou menos tudo na mesma… Sentimos o efeito da Lua? Definitivamente, não. Ela está lá a tempo inteiro e reparamos nela tanto como reparamos que o motorista do nosso autocarro de todos os dias rapou o bigode.

E Ele Tinha Um Sonho

Um sonho em que os pretos não eram pretos mas seres humanos. Um sonho onde os negros não eram negros mas pessoas. Um sonho onde as escolas não tinham portas para brancos e portas para os outros. Um sonho onde os transportes públicos eram mesmo públicos. E onde o público podia ser qualquer humano. E onde as escolas ensinavam para todos os que queriam aprender.