Curti a minha paixoneta por uma das mais importantes mulheres da minha vida a ouvir “Hergest Ridge part 2” de {{Mike Oldfield}}. Ouvi infindáveis vezes esse tema de um génio que “morreu” ingloriamente engolido por um sistema do qual se aproveitou mas do qual não se soube defender.
Paixão é coisa louca. Irracional. Mas inesquecível. Não se procura mas quando aparece não deve ser evitada. Assim a modos que, sei lá, podemos arrepender-nos. Ou podemos “tripar”. Sim, há gente que tripa por tudo e por nada e esses, desculpem, não me gustam. Gente que tripa sem saber porquê é coisa que não me convém. Mas “tripar” porque homem é assim mesmo… Ok, somos assim mesmo. E tripamos. E apaixonamo-nos. Pelo sexo oposto. Oposto, sim. Essa treta do “mesmo sexo” não é comigo. Esqueçam. Sou feliz a ser dos antigos…
Horas infinitas a ouvir {{Hergest Ridge (álbum)}} part 2, tudo por uma garota de 14 anos. Estou safo. Eu só tinha 17 e por isso essa da pedofilia não pegaria. Bem, naquele tempo ninguém sabia o que era pedofilia por isso tava sempre safo. Tava safo. “Tar safo” parece coisa de bandido mas a expressão é tão inocentemente tuga que no máximo é coisa de bandidinho. E nós somos tão inocentes aos 17 anos. Até porque a malta nem pensa porque que carga d’água cai loucamente apaixonado por uma gajita com 3 anos menos que nós. Uma “catorzinha” como dizem em Angola. Bom, em Angola as catorzinhas não são nada de deitar fora e elas também não estão numa de deitar fora um cota que lhes caia no goto. Bem, mas não é disso que estou a falar. Ou será?
A parte que mais gosto nesta história é a bela sensação de ter amado assolapadamente sem ter pedido nada. Pedi? Não, não pedi. Apenas aquela garota me virou o capacete e a partir daí a minha vida nunca mais foi a mesma. Hey pá, não controlamos mesmo nada. Apenas vamos por lá fora e a nossa vida não mais faz sentido sem aquela alminha de curvas atraentes e “acessórios” generosos. Hey pá, paixão é assim mesmo. A garota ocupa-nos a existência e passa a ser prioridade 1 num mundo que deixa de ter outras quaisquer prioridades. E adoramos tudo. O cabelo. O andar. A roupa. O sorriso. As asneiras. As patacuadas. O suor. Aquela pele com mais ou menos pelo. As curvas ou a falta delas. Tudo tem piada. Tudo nos enche. E é melhor não tentarmos entender. Paixão não se entende. Não se evita. Não se explica. Vive-se!
Agora, que tem o “Hergest Ridge part2” a ver com a minha queda por uma garota de 14 anos plena de cio? Não é que não sei mesmo? Tantos anos que já lá vão. Tantas Luas Cheias que passaram e ainda estou no mesmo lugar: o que tem esta “Hergest Ridge part 2” a ver com esta paixão assolapada que durou décadas e gerou dois putos que mal sabem quem é Mike Oldfield?
Dizem os deuses que há certos quês que apenas estão reservados aos deuses…