Eu? Tanasia.

Não sei onde desencantaram a palavra eutanásia mas o sentido é único: dar o direito a quem quer morrer, de morrer.

O problema é que o dito cujo que quer morrer precisa de um dito cujo que o queira matar. Ou seja, eu não gostaria de matar. Mas ao mesmo tempo entendo que quem não veja qualquer futuro para si mesmo, queira encurtar esse sofrimento por não ver uma luz ao fim do túnel. Mas nesse caso, oxalá ele ou ela não se lembre de mim para acabar com o seu sofrimento. Mas se houver alguém que o queira fazer, força, tou nessa. Complexo, não é? É. Muito. E por isso vamos com calma. Eu posso eutanasiar-me a mim mesmo e nesse caso fica tudo resolvido. Fica?

Tá, quem não aguenta mais, que tenha a sorte de encontrar alguém que o queira matar. Sou a favor. Totalmente. A vida é uma valente merda em certas situações. É mesmo. E viver anos e anos a sofrer ou simplesmente esperar que amanhã se sofra menos que hoje, é coisa bera mesmo. Sofrer não deve ser um objetivo. E se for uma constante… Se calhar não andamos cá a fazer nada. De bom, pelo menos.

Eu? A favor. Desde que tudo se passe no segredo dos deuses e do próprio. Morrer é algo que devemos manter algo na base do privado. É coisa nossa. Na paz dos anjos…

E na paz dos deuses…

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