Por Moçambique

Enquanto sentado numa esplanada aqui para o norte, que a despesa de dois euros e meio por um café e uma água {{Pedras Salgadas}} me permite, lembrei-me de {{Moçambique}}. Que Moçambique precisa, precisa. Que já precisa há décadas, precisa. Que vai continuar a precisar, vai. Que estamos uma vez mais a reagir, estamos. Sim, assim mesmo, são estas catadupas de imagens mostrando negros e negras,

Este Brasil Que Fomos Nós

{{Lula da Silva}} não, não devia ter sido ele. Porque este jeitinho Brasileiro de enganar, de gamar, de ludibriar, de insinuar-se, de camuflar-se, de passar-se por, de envenenar com veneno açucarado… Já fomos. Foi connosco que começou. Por mares nunca de antes navegados fomos por aí e pimba, pimba, pimba… E num desses pimbas saiu-nos na rifa o Brasil. Terra de pau tão preto quanto

Dois Milhões De Pobres

Num conjunto de dez milhões estamos a falar de cerca de 20% de pobreza. Mais corretamente, gente que tocou ou ultrapassou o limiar de pobreza. Ou seja, sem vestuário, sem alimentação ou sem alojamento. E quando isso acontece com portugueses que até estão empregados, isso perturba. Imaginemos que salários recebem tais infelizes. Ou que situações perniciosas vivem. Sejam ou não culpados da sua própria miséria.

Fontes Do Nosso Descontentamento

Não temos assim tantas mas temos tendência para esquecer as que temos. E assim partem, tão cedo desta vida descontente… É tão surpreendente ver uma fonte seca como a jorrar água cheia de vida. Sim, porque água é vida. Embora eu prefira cerveja! E por isso mesmo tenho barriga de cervejudo. Bom, falava eu da tendência que temos, nós os Portugueses, de esquecer de jorrar.

Terra Lenta…

Somos! Séculos descobrindo a nossa vocação. Gente, todo o país tem que descobrir a sua vocação. Fundamental. Mandatório. Crucial. Sério, para deixarmos de ser mesquinhos, pequenos que até mete nojo, temos que decidir o que queremos deste mundo. Para onde queremos ir. Com que propósito… Terra Lenta (vinho). Até temos ótimo vinho[1]. Ninguém conhece. Até temos ótimo azeite. Ninguém conhece. Até temos ótimo sol. Ninguém

Flamejantes Sinais De Incompetência

A nossa… Claro! Não vou andar por aí a falar da incompetência dos outros. Nem os conheço. São estrangeiros. Um não assunto, portanto. O assunto aqui é a passividade com que vemos propriedade nossa a transformar-se em cinzas. Quilómetro após quilómetro. Dia após dia. Qual {{Nero}} encantado, deslumbrado, com a sua {{Roma}} a arder… Incêndio em Monchique. Que os deuses não nos deixem morrer no

Altaneira Velha Senhora

Nesta cidade, {{Porto}} de seu nome, bem lá no alto, vigiando este lugar cinzento e pouco alegre que é, a cidade que se diz invicta. O {{Porto}} é, nos dias que correm, um objeto comercial. De repente tornámo-nos uma coisa interessante para o mundo viajante e aí está, uma cidade que começa a ser mais dos outros que nossa. Isso. Os estrangeiros invadiram-nos. Como visitantes

Essa Jararaca Com Nome De Presidente Da EDP

Existe no Brasil. Mas nasceu em Portugal. Não se arrasta. Move-se altivamente por esse mundo fora. Não lança veneno. Prefere cravar os dentes para saborear o sangue enquanto injecta veneno. Bicho horroroso populando habitats cerrados e florestas. Possui vida noturna e terrestre tal que nem putas e proxenetas. Alimenta-se principalmente de pequenos roedores, sapos e lagartos, coisas infimas que se tornaram dependentes da luz. Serpente

Este Sporting Que Somos Nós

Ai, tal e coisa, não sou Sportinguista! Pois não. Eu também não. Mas este comportamento que estes “verdes & brancos” tão orgulhosamente têm exibido ao longo desta e anteriores épocas, é bem Português. Todos temos um pouco de treinadores e de louco. Todos somos orgulhosamente melhores que qualquer outro, não interessa quem. Todos nos sentimos forçados em nome de não sei o quê a impor

Se N’um T’Impotas, Impota

Sem hipóteses. Naquilo em que fomos grandes e já não somos, resta importar. E sim, fomos grandes na indústria conserveira. Já não somos… Matosinhos era uma parte suja do Porto. Aí se amontoavam as grandes indústrias conserveiras que dominavam o panorama mundial porque éramos quase únicos. Pescavamos muito, sem quotas, dava para comer fresco, conservar para nós e para o mundo e prover as zonas

A Psicose Das Sextas

Conheço uma psicóloga que me dedicaria um {{emoji}} de zanga ou irritação só porque uso aqui a palavra {{psicose}}. Mas a mim soa-me bem, mesmo que incorretamente usada. A psicose das sextas é uma doença da qual sofrem muitos seres humanos. A frase “nunca mais é sábado” subentende uma outra “nunca mais é sexta”. Afinal, o prazer de viver a sexta-feira reside no facto que

Cidade do Porto