Talibanadas -p2

Estará agora o mundo surpreendido com as dramáticas cenas que nos chegam do Afeganistão, essa terra perdida algures no meio de tenebrosos vizinhos como o Irão, o Turquemenistão, o Uzbequistão, o Tajiquistão e o terrível inimigo público número 1 da India, o irrequieto ou hiperativo Paquistão? Não, não creio! O mundo está já a surfar outra onda qualquer e não reagirá mais que proferir uns “ai que pena, ai que pena, ai coitados” sempre que esbarra com imagens oriundas daquelas bandas e que ainda são mostradas nas suas smart tvs, última geração.

Desenganemo-nos, os USA não estão mais fracos agora, depois de vários dos seus inimigos considerarem toda esta debandada pintada de retirada uma autêntica humilhação. Humilhação, será talvez. Não porque os talibãs ganharam a guerra mas mais porque os USA a perderam, até porque os norte-americanos costumam ser fracos quanto baste nestas investidas a outros mundos. A vida é assim mesmo, plena de repetições. Vejamos um caso doméstico: o MPLA ainda hoje ensina aos seus “filhos” (à força) que foram eles a expulsar os Portugueses de Angola em 1975, ou seja, que ganharam a guerra contra os colonizadores! Não foi assim, não. Os Portugueses dessa época apenas levaram a efeito uma debandada pintada de retirada em consequência dos imperativos resultantes da queda do regime fascista, em vigência durante 50 anos[1]. Foi caótica. Foi humilhante. Foi usada pelos nossos inimigos para bradar aos céus vitórias que efetivamente não existiram. E também foram entregues de mão beijada pelos retirantes, Portugueses, os destinos de um país aos beligerantes, Angolanos, que mais depressam avançaram, ou seja, o MPLA. Se os norte-americanos fossem suficientemente humildes para aprender com os pequenos, teriam aprendido com a descolonização Portuguesa como não efetuar debandadas pintadas de retiradas…

Centenas de milhares de afegãos estão a abandonar o seu país. Porquê? Porque decidiram que os Talibãs, seus compatriotas, em nada alteraram as suas convicções e por isso irão governar aquela terra infernenta com mão de ferro. Com mão de Alá, eu diria. Será? Alá, o dito cujo que deu origem à palavra portuguesa “oxalá”, é assim tão mau? É sim! Todos os deuses são implacáveis, cruelmente omnipresentes e omnipotentes de forma punitiva e vingativa. Outros deuses modernizaram-se mas Alá continua um terror, seus seguidores ainda mais. De facto, são todos em geral muito terroristas embora uns mais elaborados que outros. Aquela gente sofre toda do clima e é altamente afetada pelos mares de areia em que navega. Não admira pois que quando alguns têm a oportunidade de contatar com outras realidades, europeias e americanas, só pode resultar mesmo numa incontrolável vontade de… fugir!

Devemos receber refugiados do Afeganistão? Não! É gente a quem eu não confiaria um insignificante calhau que fosse. Devemos ajudar o Afeganistão a recompor-se? Não! Eles que se entendam com Alá, o tal que serve de inspiração a doutrinas religiosas perniciosas e sistemas políticos macabros que já não fazem parte da nossa realidade desde a tenebrosa Idade Média. Podem sempre, em alternativa, colocarem-se nas mãos da gulosa China, da gananciosa Rússia ou prostituirem-se nos seus vizinhos abastados onde o petróleo é tudo o que de bom há na vida. Claro que não faltarão por estes lados as almas caridosas e misericordiosas, de trazer por casa, que irão para a rua em manifestações de solidariedade com quem não fazem ideia quem, até porque sabem que ninguém lhes irá bater à porta para receberem e sustentarem uma família de filhos de Alá, o islâmico, os quais já perceberam há muito que europeu e norte-americano, sentados no seu sofá de aparente modernidade, são totós que chegue. A solução para estes povos de mentalidade oblíqua não passa por abrirmo-lhes as portas fácil e gratuitamente para eles assim continuarem obliquos às custas da nossa tolerância e obsessão doentia pela inclusão. A solução também não passa por invadi-los e promover uma ação “Cruzada” de doutrinação noutros sentidos, até porque estes povos não são doutrináveis. A solução passa por deixá-los em paz nas suas terrinhas arenosas, ou noutros casos inundadas de petróleo, e assim praticarem as suas doutrinas maquiavélicas que tanto prezam, ao ritmo que mais lhes convém. Então, se algo houver que possuam e que nos interesse, a nós ocidentais, que se levem a cabo processos de compra e venda na base dos processos comerciais normais. Se algo houver que possuamos e que lhes interesse, garantamos que não saem das suas terrinhas em jornadas terroristas para obterem a todo o custo algo que lhes aprouverem mas que eventualmente não querem ou não podem pagar.

O mundo está, há muito, sobrepovoado! Uma esmagadora maioria da população mundial vive na miséria, espiritual e/ou material. A parte do mundo que vive medianamente bem, o dito ocidente, não pode receber todas as centenas de milhares ou milhões de pessoas em dificuldade que já descobriram que a melhor forma de avançarem algo na vida é atribuirem-se a si próprios o estatuto de refugiado e aparecerem na fronteira de outros territórios, ditos ricos, com carinha de gato das botas a enrolar nervosamente o boné. Esta treta dos refugiados está a atingir dificuldade algo incontornável pelos países recetores das avalanches de gente cujo objetivo imediato na vida é fugir. Os afegãos que estão agora a sair do seu país irão, muitos deles, constituir casos social e economicamente complicados nos países que os estão a receber. Acresce a isto o facto de que os afegãos, à semelhança do que acontece com todos os povos islâmicos, não são doutrináveis pelo que irão engrossar a massa desintegrada que já é considerável em muitos países da Europa, com as nefastas consequências sociais e económicas que daí advêm. Sou pela ajuda a quem quer ser ajudado, desde que recetivo às adaptações necessárias para fazer parte integrante dos ambientes onde pretende integrar-se. Considero abominavelmente penalizante o esforço a favor de alguém que pede mas que, para receber, não abdica de nada do que é ou que foi, que é o caso de muita dessa gentinha vinda dos reinos da areia e do petróleo. Moral da história, deixem os afegãos onde eles pertencem, no Afeganistão. E com eles todos os filhos e enteados de Alá…

Que os deuses me perdoem tamanha franqueza…

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