…É Quando Um Homem Quiser -p2

…E enquanto neste vinte-vinte-e-um, deveras perto do fim, não temos feito mais que no finado vinte-vinte, que foi, é e será fugir à doença e ao fenecimento, ajunta-se-lhes uma saraivada de tantos outros prenúncios de drama, quiçá de tragédia, de norte a sul, oriente a poente, pois se assim não fora não estiveramos a falar desta mole da raça animal que teima em ostentar-se como

Gestão De Energia

Qualquer ser vivo envelhece mas nenhum como o Homem sente o peso do envelhecimento! Tudo porque nós, animal humano, temos a inevitável constante percepção de que estamos morrendo lenta e (frequentemente) dolorosamente sem que possamos fazer algo contra isso, por muito que desejassemos contrariar esta terrível oxidação das células que nos conduz ao estado do vegetativismo, se não morrermos antes disso… A principal vantagem da

A Escola, O Fim

Encontrei esta relíquia a vaguear pelo YouTube. Alguém se lembra destes roqueiros de cabelos longos e túnicas à jesus cristo (como eu usava)? Nem por isso né? Em 1979 só existiam mesmo os que são os velhotes de hoje e que estão desaparecendo à conta da nenhuma atenção que se presta aos velhotes neste país… Bom, eu lembro-me bem. A malta, nas típicas festas de

Xico-Esperteza à Tuga

Número de infetados em Portugal continua a subir. Isso aumenta a probabilidade do número de mortos poder continuar a subir. Mas que importa, hem? Todos temos que morrer um dia e as pessoas têm o direito de decidir quando querem morrer e como querem morrer… Não é bem assim mas deixemos as pessoas serem felizes acreditando que são uns iluminados e que sem elas o

Entalado

Entre o é e o devia ser. Entre o foi e o nunca devia ter sido. Entre o ela e a outra. Entre o conceito e o preconceito. Entre a parentalidade e a progenitalidade. Entre o social e o individual. Entre o prazer e a dor. Entre o poderá e o deverá ser. Entre as pedras e as flores. Entre os amigos e a amizade. Entre as inundações e as gotas. Entre o amar e o ser amado. Entre o desejo e o ser desejado. Entre o espaço e o tempo. Entre o ontem e o amanhã.

Maio, o Primeiro

Dia do trabalhador que trabalha. Dia do trabalhador que faz que trabalha. Dia do trabalhador que nunca foi, apenas deseja ser. Dia do trabalhador que é vítima. Dia do trabalhador que se faz vítima. Dia do trabalhador que já foi, não quer voltar a ser. Dia do trabalhador, não do trabalho… Maio primeiro dos primeiros que nunca antes assim foi vivido. O trabalhador não vai

Nação Valente de Resignados Velhos

Agora que caminhamos para a reforma aos 67 anos, pergunta-se: o que vamos fazer a tanta velhice? E deixemo-nos de clichês, que frequentemente papagueamos sem primeiro os analisar: nem só os trapos são velhos! Nós humanos somos velhos, sejamos trapos, farrapos ou cachemira selecionada. Nós, gente transeúnte desta vida sem sentido, envelhecemos. Ponto! E começamos a sentir a nossa velhice aí na zona dos 40