Sabíamos que…

Sabíamos que ia ser um jogo difícil…
Sabíamos que o adversário era bom…
Sabíamos que teríamos que dar o nosso melhor…
Sabíamos que a outra equipa tem um coletivo forte…
Sabíamos que o adversário joga com as linhas altas…
Sabíamos que para vencer tínhamos que ser mais fortes que o adversário…
Sabíamos que a outra equipa costuma criar dificuldades a equipas como a nossa…

Bom, a saber tanto assim porque será que as equipas perdem? Por saber demais? Só pode, não? Excesso de conhecimento. Excesso de habilitações. É isso. No futebol como em qualquer outra atividade profissional. Excesso de skills mata. Exclui. Elimina…

Então, ó misters do futebol, mudem a cassete. Nunca vi jogadores de futebol a saberem tanto. E, sabendo tanto, produzir tão pouco. Por isso, esqueçam o “sabíamos que”. Treinadores e jogadores, sejam simpáticos com os nossos ouvidos. A mesma palavra ou expressão teimosamente repetida no mesmo texto é sintoma de inabilidade literária. Por outro lado, saber tudo por antecipação e mesmo assim empatar ou perder é sinal de que saber é um desperdício de tempo. E tempo é dinheiro. E dinheiro é aquilo que nós sabemos que jogadores e treinadores de futebol ganham a rodos.

Vá lá. Inventem outra. Perder por não saber é humano. Saber tudo e mesmo assim perder é pura estupidez. E receber fortunas por saber tanto e nada ganhar é injusto. É atentar contra a razão. É tentar fazer de nós, adeptos, mais burros do que aquilo que já somos.

Ó pá, não saibam tanto. E joguem mais. E melhor. E ganhem. Com burrice mas ganhem. Preferimos. “Olha, burros que nem calhaus mas ganharam por cinco sem resposta”. Preferimos, pronto.

Porra, já não aguento a enxurrada de “Sabíamos que…”.

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