Redes? Não obrigado! -p2

Agora que o Facebook tá afundando numa crise que resulta do facto de ter permitido fuga de dados pessoais dos seus subscritores, é tempo para dizer “eu avisei…”[1].

Alarmante mesmo é perceber que milhões de pessoas não tinham percebido que o Facebook é um livro aberto. Que não tenham percebido que escarrapachar a vida pessoal nesse livro aberto é entregar o ouro ao bandido. E que, pior ainda, nele escarrapachar a vida pessoal dos nossos filhos é um crime, pois não temos o direito, mesmo sendo pais, de usar e abusar da sua privacidade.

A minha vida nas redes correu mal. Confesso! Achava eu que com esta idade me podia dar ao luxo de me tornar um cota de pensamentos e ações livres e libertinas. Não, não está correto. Não estamos neste mundo sós, não somos impermeáveis à chuva de olhares e comentários vindos dos mais diversos quadrantes da nossa vida. Incluindo os mais críticos: a família e os amigos!

Está o mundo melhor com as redes sociais? Não. Está pior? Não. Está o que está em função da rápida evolução das tecnologias e do tremendo querer dos seres humanos em construírem um mundo global. Só que ânsia e ambição são inimigas da perfeição. E assim, o Facebook é dotado de uma face bem perniciosa, que muito prejudicial se pode tornar para muitos transeúntes da vida. E os casos vão sucedendo-se. Algumas vidas conjugais destruídas. Alguns resultados eleitorais corrompidos. Alguns pequenos dramas na vida de gente ingénua e vários abusos sobre inocentes apanhados pelas redes.

O Homem é mau por natureza. E facilmente se pode tornar cruel. Abramos bem os olhos, com a ajuda dos deuses…

  1. Ver meu post recente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.