Massas Em Pânico

Em cima das minhas sessenta constelações sinto uma imensa pena da espécie humana. Ou seja, sinto pena de mim mesmo…

Estou em crer que o cérebro humano é simultaneamente nosso aliado e nosso inimigo. Ou seja, é bi! E eu tenho uma cena retrógrada em relação aos bis. Não sei onde fui buscar isto mas pronto, sou eu, um mero transeúnte desta vida onde me puseram. E ainda bem, porque sou boa pessoa. Mas bis? Oh pá, não sei. Se calhar sou dos antigos…

O Homem receia muito. Receia, teme, duvida. Receia e teme. E como receia muito, teme. E como teme, receia. E isso é chato. Este ciclo vicioso mata um Homem. E o Homem não quer morrer. E por isso entrega a alma ao criador. Ou seja, entrega a alma a um desconhecido. É que ninguém conhece o criador mas todos falam dele. E temem-no. E receiam-no. E enfiam-se nesta cena de pescadinha de rabo na boca e… Cansa-me isto, pronto, que hei-de fazer? Sou um velhote…

Carreirismo. Carneirismo. Ovelhismo. Manadismo. Oh pá, coisa do género, pronto. É isso! E tudo é culpa desta cena da aldeia global que alguém num dia do antigamente inventou. Assim tipo aquelas gajas boas com’ó milho mas que quando abrem a boca é a deceção total. Pronto, o conteúdo não corresponde ao rótulo. E nós, velhotes, ainda somos do tempo que acreditávamos no rótulo. O rótulo não engana, pensavamos nós. Quando nos deixavam pensar…

Pronto, é o pânico. Das massas. Não as italianas que nos tempos que correm já ninguém deve querer comer porque podem trazer o vírus nelas encavalitados. Tenho pena das massas. As massas, pronto, aquelas. Assim como tenho pena da cerveja Corona, que é uma vítima no meio disto tudo. Ó pá, não sei, sinto uma curtição por Mexicanos, pronto. É uma coisa assim tipo sentimento que perdura “ad eternum” sem sabermos porquê, embora saibamos que passámos naquele território entremeado entre USA e Brasil, uns bons tempos. Naqueles tempos em que viajar ainda era uma coisa inocente…

Pronto, é assim. Somos assim. Perdemo-nos muito no meio do nosso cérebro, massa pastelosa e viscosa que tanto é nosso aliado como nosso inimigo. Que fazer? Ó pá, remar contra a maré é perigoso, esqueçam! Então alinhemos na maré. E pronto, vemos o nosso clube na TV. E fazemos amor com a nossa mais que tudo assim tipo aquela cena de enfiarmos o capacete na cabeça e atingirmos o orgasmo apenas imaginando cenas…

Que os deuses se compadeçam…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.