Cóbois e Índios

Na vida há os cowboys, os índios e os paraquedistas…

E cada um destes termos pode ser usado na família de frases tipo “saíste-me cá um …”. Vejamos então. Há aquela tipo “tás armado em cowboy, ou quê?”, ou “tu é que me saíste cá um índio do caraças” ou então “olha, mais um paraquedista”. Verdade, não é?

Conheci ao longo da minha vida vários de cada. E também representei, em diferentes fases da vida, cada um desses. E também convivi na minha infância com amiguinhos que só queriam ser cowboys quando brincavamos aos “cowboys e índios”. Curiosamente agradava-me ser índio, não sei porquê (deixo a análise para os psicólogos). E também ficava algo triste sempre que via uma “cóboiada” na TV em que os índios sempre levavam no toutiço. No final os índios perdiam sempre. E essa foi a realidade, os índios quase foram extintos porque os “cóbois” eram realmente mais fortes.

E os paraquedistas? Em que parte do filme entram? No filme de “cóbois” não entram, não. Mas na vida? Estamos infestados deles… Vamos pela rua, andamos aos pontapés aos paraquedistas. Entramos num centro comercial, tá cheio de paraquedistas, até custa a entrar. Vamos a uma festa privada… Porra, chovem paraquedistas a torto e a direito. Bom, pelo menos alguns reconhecem o que são. Donde vens? “Olha, caí aqui de paraquedas”…

David Arkenstone, compositor e multi-instrumentista New Age, ex-marido de Diane Arkenstone também ela compositora e multi-instrumentista na mesma área musical. Vale a pena ouvir enquanto se reflete nos “cóbois” e índios desta vida. E esqueçam os paraquedistas. São como cogumelos, aparecem em qualquer lado…


“Indian Attack”
por David Arkenstone, da série TV “Frontier”, (c) 2016
@ nRP, Rádio Internet

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