Atravessando a 60ª Constelação

Diário de Bordo, Agosto 1º – Após alguma turbulência, mas acima de tudo muita sapiência, entrámos no princípio do fim de um universo que não é mais que o meu. E o universo de cada um não tem limites definidos pelo próprio. Que se pode fazer? Apenas dizer e pensar, digerindo, “nada”…

A partir dos 60 poderemos viver 5, 10, 15, 20 ou 30 anos mais. Ou nem mais um. É o princípio do fim. Ponto final e à merda todos os possíveis rodeios. Cada homem tem que ter a capacidade de enfrentar os seus limites. O inferior e o superior. Ou então não é merecedor do respeito de quem vê a vida como ela é simplesmente é: nasce-se e morre-se. Ponto final.

Hoje, como ontem e possivelmente amanhã, a praticabilidade da existência sobrepõe-se. Como diz uma reza anglo-saxónica “ashes to ashes, earth to earth, dust to dust” e assim é, e assim será. Quem não viveu, tivesse vivido. Quem viveu, oxalá tivesse aproveitado. Quem está, está. Quem não está, estivesse.

E eu não estive em muitas ocasiões em que deveria ter estado. E eu não estou onde deveria estar. Porra, que se dane! O pouco tempo que resta é para ser aproveitado em prole de… myself! E o futuro passa a não existir. E o passado já se foi e nada interessa se voltará a ser ou não. Afinal, a vida não faz sentido, logo viver um dia de cada vez até nem por isso é muito errado.

Prefiro a leviandade da leveza do que a leveza da leviandade. Somos aquilo que a sorte nos fez ser e vamos esforçando-nos para parecermos ser o que quisemos ser. Não perco tempo com isso. A praticabilidade. A empírica leveza do ser. Eu sou o pragmatismo levado à sua mais extrema forma pragmática. Cheguei. Vi. Não venci. Vou-me. Elementar! Prefiro gastar tempo a aprender um novo cozinhado que me irá satisfazer por uns momentos do que explicar ou até tentar explicar tudo isto.

Os deuses foram, são e sempre serão eles…

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