As Horas Do Carago

Vistas confinadas...

Hesitação, medo, fugas para a frente, para trás, para os lados, para qualquer lado quando se pode ou para lado nenhum quando não se pode. Arrogância, convencimento, petulância, irritação, intolerância, oscilantes gesticulações, incontroladas tremuras,… Fugas para a frente, para trás, para os lados, para qualquer lado quando se pode ou para lado nenhum quando não se pode…

Se se está bem, clama-se. Se mal, reclama-se. Se amorfo, declama-se. Estar fora, é clamor. Estar dentro é dor. Em companhia traz saturação. Isolados, a tristeza. Presos, a depressão. Livres, a perdição. No entretanto, a ação e a contradição. Se amados, desinteressados. Se odiados, amargurados. Se protegidos, o abuso. Se ao deus dará o oxalá, oxalá. Para a frente. Para trás. Para os lados, para qualquer lado quando se pode ou para nenhures quando não se pode.

Olhares ambíguos. Pensamentos confusos. Tristezas cavalgantes. Alegrias extasiantes. O ontem. O hoje, o ontem de novo. E uma vez mais o ontem, o anteontem, o que foi, o que não é o que não se sabe o que será, se será. A dúvida. A certeza. O confronto do dúbio com o que parecia certo, seguro, animador. O vai. O fica. O sai. Ou permanece. Olhares ambíguos. Perdidos. Em busca do que já era. Já foi. Virá? De novo será? O antes? O d’antes? Pensamentos confusos… Fugas para a frente, para trás, para os lados, para qualquer lado quando se pode ou para um seja qual for alhures quando não se pode.

Ó carago… C’um carago! Do carago…

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